terça-feira, 6 de agosto de 2013

Unidas na enfermidade

De que serve ao homem conquistar o mundo inteiro se perder a alma?
(Mc 8,36)
Saci
No meio do mato se escutam barulhosQue vão aumentando...Cessam os arrullhosDa rola selvagem, que estava sonhandoDo ninho, suspenso de u longo cipó:E sob as estrelas, que brilham piscando,Saci aparece pulando, pulando,Numa perna só!
Saci  é um tapuia curvado, baixinho,Trazendo à cabeça, barrete vermelho,À boca, u m cigarro,Ferida no joelho,Que vem da floresta cercar no caminhoO pobre carreiro que passa em seu carro.Espanta a boiada, põe na tropa,Persegue a cabocla, entorta-lhe as tinas,E, sobre um cavalo, trançando-lhe as crinas,galopa, galopa...
Crianças caboclas, se agaram, tremendo,À mãe,que esconjurou e rezas remói,Enquanto lá fora, Saci está dizendo:-Saci Pererê!Minha perna me dói!...
Se o véu vai pintandoDe aurora,saci vai-se embora,Fernando, fumando...
E quando é de dia, Por lei de Anhaguá,saci se transforma num pássaro espertoE oculto na moita assobia, assobia...Está longe?Está longe?Ninguém  saberá...(Ofélia Fontes e Narbal Fontes)

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Ser Mãe é padecer no Paraíso... presente incomparável de Deus...

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