sexta-feira, 12 de julho de 2013

Menina com medo da praia



A cruz na estrada

Caminheiro que passas pela estrada,
Seguindo pelo rumo do sertão,
Quando vires a cruz abandonada,
Deixa-a dormir em paz na solidão!

Que vale o ramo de alecvrim cheiroso
Que lhe atiras nos braços ao pasar?
vai esapantar o bando buliçoçso,
das borboletas que lá vão pousar.

É de um escravo humilde sepultura,
Foi-lhe a vida o velar de insônia atroz.
Deixa-o dormir no leito de verdura
Que o Senhor entre as selvas lhe compôs.

Não precisa de ti. O gaturamo
Geme por ele à tarde no sertão,
E a juriti, do taquara no ramo,
Povoa, soluçando, a solidão.

Dentre os braços da cruz, a parasita,
Num abraço de flores, se prendeu;
Chora orvalhos, a grama que palpita;
Acende o vaga lume, o facho seu.

Quando à noite, o silêncio habita as matas
A sepultura fala a sós com Deus...
Prende-se a voz na boca das cascatas,
E as asas de ouro aos astros lá nos céus.
(Castro Alves)


Minha princesinha da mãe...




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Ser Mãe é padecer no Paraíso... presente incomparável de Deus...

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