sexta-feira, 5 de abril de 2013

Terço x contas


Mãe:
Eu sou o terço sem contas.
Filhos:
Eu sou as contas do seu terço.

Bento que bento

Um bolo estala na mão aberta
Do que chegou por último, a correr;
E, começa, de novo, o alegre brinquedo,
Alegre e simples, como vão ver.

O Pai, - que faz de "mestre"- está atento,
E grita logo, com voz bem forte:
-Bento que bento!
Respondam os filhos com alacridade:
-Frade!

Torna o "mestre" a gritar, olhando em torno:
Na boca do forno?

Respondam os filhos, como num eco:
-Forno!

-Fareis tudo que "seu mestre" mandar?
-Faremos todos!

Então o "mestre" pega a inventar:
-Cada um... cada um... cada um vá ao ribeirão
E traga um pouco d'água na mão!

Correm todos, vão tropeçando,
Pegam a água, voltam zunindo,
E quando chegam ficam esperando
O caçulinha que lá vem vindo.

Chega  por último, de mãos vazias,
-Que é da água que foi buscar?
-Pergunta o" mestre" fechando a cara.
Responde ele, fazendo beiço para chorar:
-Seu "mestre", a água caiu no chão,
Não houve meios de a carregar...

-Vai tomar bolo! - o "mestre" ameça,
E para dá-lo, levanta o braço,
Mas olha o filho, - tão pequenino!-
E, ao invés do bolo, lhe dá um abraço...
(Vinícius Meyer)




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Ser Mãe é padecer no Paraíso... presente incomparável de Deus...

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