segunda-feira, 29 de abril de 2013

Figueira x fruto


Mãe:
Eu sou uma figueira estéril.
Filhos:
Eu sou o fruto da sua figueira.

Berço

Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, um pontilhão e um carro
De três juntas bovinas, que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.

Havia, a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus! Que é isto, que emoção a minha
Quando estas coisas tão singelas narro?)

Seu Alexandre, um bom velhinho rico,
Que hospedara a Princesa, o tico tico
Que me acordava de manhã, e a serra...

Com o seu nome de amor, Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra?
(Bernardino Lopes)


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Ser Mãe é padecer no Paraíso... presente incomparável de Deus...

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