quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Telefone




Mãe:
Eu sou o telefone sem fio

Filho:
Eu sou o fio do seu telefone.


O dedinho da mamãe
I
Um dia destes, à toa,
À irmãzinha, que é tão boa,
Torci as orelhas... pois
A mamã, que estava ausente,
Soube tudo infelizmente,
Poucos minutos depois.

Não sabem por que? São manhas
Do dedinho tagarela
Que lhe conta as artimanhas
Que faço na ausência dela.

II
Um mendigo de sacola
Pediu-me um tostão de esmola
Que lhe dei esta manhã.

Em si de alegre não coube;
E pensam que ela o não soube?
Soube de tudo a mamã.

Não sabem por que? São manhas
Do dedinho tagarela
Que lhe conta as artimanhas
Que faço na ausência dela.
III
Mas notem bem: quando digo
Dedinho, dedinho amigo,
Que sabe as coisas tão bem,
(Escutem atentamente)
Refiro-me unicamente
Ao dedinho que ela tem.

Porque meu dedo... essa é boa!
É um dedo que anda no ar,
É um dedinho muito à toa
Que nada sabe falar.
(Francisca Júlia e Júlio da Silva)


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Ser Mãe é padecer no Paraíso... presente incomparável de Deus...

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